Existem certas músicas, certas melodias, tonalidades, que nos levam a ter experiências de lucidez, qual por um momento, tudo se torna novidade novamente, como se você tivesse uma percepção extra dos seus sentidos, como se um turbilhão de pensamentos cessassem, como se algum véu de alguma limitação sensorial fosse removido por alguns instantes, é uma epifania tão espontânea que dura o mesmo tempo que leva para ser sentida, alguns instantes apenas, porque sentimos isso, será que somos reféns de nossos próprios pensamentos, nossos próprios limites são definidos diante de nossa mente.
Futilidade
Passando por uma Era onde o fútil é mais valorizado que o Clássico, pensamentos se desapontam e se desfazem em meio a energia contrária, qual insiste em penetrar no espírito e modificar toda variável já assimilada e concretizada em constante, embora o aprendizado não finda nunca, a alma humana sempre releva e descarta informações menos importantes para novos conhecimentos, mas serão válidos esses novos conhecimentos? Não temos mais gênios, não temos mais novas revelações, não temos mais pessoas exaltadas orientando a humanidade, e pelo que parece, a cada dia que passa os sentidos pelas emoções mais sutis estão se perdendo em meio as animalidades e grosserias do ser humano, que insiste na busca da satisfação dos sentidos, comumente qual chamamos de prazer, que apenas satisfaz o corpo, temporariamente, de forma que, deixando dependente dessas soluções que, ao longo prazo, como qualquer excesso, cobra seu preço. Diante de tanta desvalorização dos sentidos, até quem tem o espírito f...
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